Monsenhor Miguel Falabella De Castro

Conheci Lola em 1957, quando participei de uma caravana organizada pelo Apostolado da Oração. Era muito ligado à família Deotti, de Juiz de Fora, que muito se interessava por Lola. Ordenado sacerdote em 1954, auxiliei diversas vezes o pároco de Rio Pomba, Padre Gladstone Galo, diversas vezes levei a Santa Comunhão para Lola.
O que explica a fé em Lola? Sua grande piedade e concentração quando participava da Santa Missa em seu quarto. Momentos de profundo silêncio na ação de graças. Sua preocupação em divulgar a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Sempre solicitei suas preces pelo Papa, pelo Arcebispo e pelos Sacerdotes. Quanto a estes (os sacerdotes) ela os recebia freqüentemente com muita alegria. Eu mesmo convidei diversos sacerdotes para conhecerem a Lola.
Lola para mim é uma pessoa de profunda fé no mistério Eucarístico, de modo especial. Ela necessitava da Sagrada Comunhão, diariamente. Uma pessoa que sempre partilhou sua fé e alegria. No tempo (por vários anos) em que recebia as pessoas, a todos edificava com a simplicidade de sua vida, sua austeridade e seu prolongado jejum de sólido, alimento e sono. Obra de Deus. Eu acreditava mesmo.

 

Juiz de Fora (MG), 7 de março de 2006.