Maria Eunice Fonseca 1

O meu esposo Senhor (...) estava sempre de acompanhante comigo no hospital, até que um dia ele teve uma crise, (ácido úrico no sangue, gota), e ficamos eu em uma cama e ele em outra, isto aconteceu em 1995, então eu pedia a Deus forças, Santa Lola tende misericórdia de nós, eu em um lado e ele do outro, sem podermos nos ajudar, meu esposo não tinha como andar, o problema era nos dois pés, então meu filho levou-o no médico, e deram nele uma injeção e neste momento ele já começou a andar, ele ficou uns dois anos e meio neste tratamento e pedindo a Lola pela melhora dele, e assim que eu aposentasse e meu esposo melhorasse, o meu esposo me levaria à Rio Pomba, para agradecermos tantas graças no túmulo de Lola e em 2000, nós fomos a Rio Pomba agradecer.
Quando fomos lá, minha filha queria ir, estava grávida e com anemia, estava com quatro meses de gravidez, ela não podia ir. Então eu disse o seu pedido será feito, pode ficar tranqüila.
Ela não podia ir porque era gravidez complicada, a criança podia nascer cega, mongolóide e outros riscos, ela já havia tido rubéola e o feto estava assentado, até o dia do nascimento não mudou de posição, o médico aconselhou abortar, porque mãe e filho corriam risco de vida e o bebê não tinha chance de ser criança normal entre outras coisas, podia nascer até sem orelha, e ela não aceitou esta sugestão, levou em frente a gestação, então quando fui pagar a minha promessa ela queria ir, mas não podia, porque ela não podia fazer cezária, porque corria risco de vida, já tinha idade avançada, era fumante e tinha anemia e quando foi fazer cezária ela não tinha dinheiro para pagar e eu disse: Santa Lola vai está na sua frente, Santa Lola e Nossa Senhora está na sua frente, e o médico não cobrou o trabalho dele e quando a menina nasceu ela pesava 2 quilos e novecentos (dois quilos e novecentos) e cinqüenta centímetros (comprimento). A criança nasceu sadia e perfeita já está com dois meses.

 

Juiz de Fora(MG), 28 de Maio de 2001.