H.S.L.
Luzia Silva Alves Rio Pomba – 11/10/2000
Comecei a freqüentar a casa de Lola, tinha 12 anos. Eu ia levar cidra e limão; 1 copo de cidra, era o almoço dela, 1 copo de limão era a janta dela. Aqui tinha um farmacêutico que chamava A, ela disse que iria alimentar com caldo de cidra e limão até quando farmacêutico morresse, depois que ele morreu, passou a comunhão somente. Eu alcancei uma graça difícil. O pai dela, havia falecido e quando apareceu para ela, ele falou que aquela alimentação dela, era até quando o A. Morresse. Então na época m que ele morreu já existia o Padre Galo aqui; ela realmente parou com a alimentação da cidra e do caldo de limão e começou com a comunhão e água benta. Eu vivia muito lá, tinha aquela romaria, né? Lembro das romarias. Eu já estava grande e ajudava muito na cozinha e eu já era casada. Ia muita gente; eu alcancei uma graça difícil, eu sofri, passava muito trabalho com meu marido, ele era muito trabalhador, mas não podia ver um jogo de baralho. Às vezes ele pegava o dinheiro de comprar comida, ia no jogo, jogava tudo, aí um belo dia, estava na casa de Lola ajudando Dorvina na cozinha e aí quando folgou de gente, ela disse assim: “Comadre G, chama a L na cozinha, porque eu sei que está doida para falar comigo; aí entrei no quarto dela e disse: “Estou aqui Lola” e ela perguntou:”você queria falar comigo, não queria?”. Eu disse: “eu quero que você reze para mim, Lola, para ver se meu marido cai na realidade, ele envolve com jogo de baralho, ao invés de fazer compras, usa o dinheiro no jogo, gasta tudo em baralho, eu fico sem comida mais os meninos. Reza para ele cair na realidade e ter fé em Deus., Lola.”. Então eu disse:”ele é muito duro”, ela respondeu assim: “minha filha, você acredita no Coração de Jesus”. Eu disse: “Demais Lola”. Ela disse: “Olha, não tem uma pedra que não derreta em água, ele tem o coração muito duro mesmo, abusa muito, mas você acredita que ele vem aqui um dia?”. Falei: “Acredito”. Então ela disse: “O coração de Jesus vai trazer ele aqui, sem ele perceber. Falei: “Lola, se acontecer isto para mim, meu Deus do Céu! Quero ajoelhar na beira de sua cama e rezar junto com você. Ela disse: “então você vai rezar comigo”. Aí um dia ele aprontou para ir a cidade, e ele sempre ia para jogar e tinha uma comadre minha, que estava doente e tinha pego umas toalhas de altar e umas roupas de cama dela para lavar; promessa. Aí, ela lavou e passou, mas neste dia ela estava tomando um remédio e ela viu ele passando e gritou: “Oh compadre, o senhor quer levar estas roupas de cama e entregar para mim na Lola?” Ele, não podia falar que não entregava, então disse: “entrego sim, e trouxe as roupas de cama, e a toalha dela, aí quando achei que ele estava na cidade, ele chegando em casa, então perguntei: “Foi na cidade?”. Ele respondeu: “Não, você não sabe o que aconteceu! Eu entreguei a Dorvina a roupa na porta e Lola falou para mim entrar no quarto e quando fui entrar no quarto de Lola, deu um reflexo nos meus olhos que aquilo brilhou e ela enfiou a mão debaixo do travesseiro, ela nunca me viu! E me deu dois santinhos e disse que era para era para nos fazermos o novenário, você faz comigo?”. Eu respondi: “Faço”. E eu estava grávida de três meses e nós tínhamos que atravessar um rio todo dia, para poder ir a Igreja; ele levantava meia noite, porque tinha que vir para trabalhar. Então eu vim com ele, até completar 9 meses, ela mandou comadre G. falar comigo, se eu visse alguma coisa diferente na minha casa, eu ia alcançar uma graça e eu tinha dois quadros do Coração de Jesus, grandes; então depois daquela novena que nós terminamos, depois de uma romaria, mandei a menina M voltar em casa,então ela voltou correndo e disse: “Mãe, coração de Jesus, está suando. Eu disse: “você quem jogou água lá, você não aquele quadro não? Ela disse: “Não mãe, eu nem alcanço lá”. Mas estava nublinado, com coisa que era um homem trabalhando no serviço e nisto a comadre L. disse: “Comadre, é uma graça que Alcançou. Lola precisa saber disto”. Aí ela mesma falou com a comadre G, que ia lá todo dia, então ela foi na mesma hora falar com a Lola. Aí a Lola disse: “Para não contar agora, por esses dias a quase ninguém não, é uma graça muito grande que ela alcançou e não vai ter tristeza de baralho, não.” Ele (meu marido) mais, nem de brincadeira, punha a mão no baralho, portanto ele ficou tão unido com ela e ai quem, falasse que a Lola, não tinha uma vida Santa. Ele falava: “Ela faz uma vida Santa, pois se eu larguei a coisa ruim que me acompanhava, foi as orações dela, ficou muito satisfeito. Teve um dia que eu cheguei da casa dela, eu e a comadre G para conversar. Aí ela falou assim para a comadre G: “Você acredita que gente morta volta aqui? G respondeu: “Acredito”. Lola perguntou: “quer ver sua mãe?” Ela respondeu: “Eu não”. Lola disse: “Comadre, é bom a gente ver quem já foi, eu converso com o Juca, com a mamãe e converso muito com o papai, agora vou contar par você comadre e para a Luzia. Era uma missão e eu costurava e estava, cheia de costura e minha mãe ia para a missão, minha falou: vamos Lola. Eu respondi: eu não vou não mãe, porque estou cheia de costura e vou fazer entrega, então a mãe dela, Dona Deolinda, falou: então Lola, fecha para mim e frente, a porta da sala e a Janela. Então quando deu 6:00 horas da tarde que ela foi fechar a porta, o pai dela estava em pé na escada, ele já tinha falecido. Aí ele virou e disse: “Lola, amanhã vai te acontecer um desastre, sua mãe vai agravar a Deus e ao mundo, mas você não fala nada, olha minha filha, sua alimentação, vai ser igual a Cristo.” Igual ao caso que contei do limão e da cidra, que quando A. morresse era para ela não tomar mais remédio de médico, que era para ela fazer alimentação de Cristo. Ela disse: “Fala mais papai, o eu o senhor deseja comigo e ele disse: mais nada”. E ele foi afastando, quando chegou a porteira sumiu, ela entrou, continuou com a costura e não contou nada para a mãe dela. No outro dia chega as colegas dela para pegar jabuticaba e tinha um toco cortado em baixo e ao subiu no galho, o galho quebrou e ela bateu naquele toco de pau e quebrou a espinha e veio irmão dela e tirou ela daquele toco que estava enterrado nela e a mãe dela, começou a dizer: “Logo minha filha caçula, vai ficar defeituosa e foram atrás do A e o A disse que ela havia quebrado a espinha, ela não vai andar mais. E ela (Lola) dizia: “Não fiquem assim, mamãe, não estou sentindo dor”. E ela dizia: “Você é minha filha caçula, não queria ver você assim”. Aí, ela foi para a cama e ficou tomando o remédio do A, farmacêutico, tomando o caldo de cidra e o limão; depois que ele morreu, ela só comunhão. Certa vez, chegou uma mulher de Ubá, com uma vasilha na mão, cheia de pastel, e disse: Lola, trouxe estes pasteis feitos para você, aposto que lá por volta de meia noite, você come, um bom feijão inteiro e ela disse: “Pode deixar aí o balaio de pasteis, porque vai aparecer quem come”. Daí a pouco chegou uma senhora no quarto, pobre cheia de menino e deu o balaio de pastel para ela e disse assim para a senhora de Ubá: “Não falei que Sagrado Coração de Jesus, trazia quem comesse?” A mulher começou a gritar e caiu; Lola disse: “Podem ficar calmos, pediu a comadre G, o vidro de água benta e o azeite do Santíssimo, passou na testa da mulher que falou: “Lola me perdoa, pelo amor de Deus, me perdoa, conversei demais”. Ela viu que Lola tinha uma força, mesmo dentro de seu Coração de Jesus. Eu estava lá neste dia. Um moço levou o pau da Jabuticabeira e disse: “este pau irá brotar”. E brotou mesmo e ele levou em vidro d’água, com uma Jabuticabeira. A Lola fazia uma vida Santa e eu amo a alma dela, onde ela estiver. Eu alcancei uma graça muito grande. Dona Deolinda, sua mãe era boa demais. Eu ajudava Dorvina, e o pessoal levava pedaços da Jabuticabeira. Lembro de uma Hora Santa que minha mãe, foi fazer porque Lola mandou que fizesse para alcançar uma graça e que era para fazer uma oração em silêncio, porque ela iria ver um sinal e para não ficar com medo não. Lola rezava lá e a gente rezava das 11:00 horas da noite até meio noite. Dona C rezava silenciosa, ela disse que estava no sítio, ai veio uma pedrinha rolando, o que acontecia; contaram a Lola e Lola disse: “Graça alcançada”. Minha mãe conseguiu porque, porque meu pai era muito besteiro, na hora de rezar a Hora Santa, ele quis ficar de fora, mas sentiu alguém dar lhe um empurrão, digo esbarrão ao olhar não era nada, entrou e se juntou a nós para rezar. Orações para V. V estava desenganada e foi curada, estava com polite, levaram no Doutor H, ele disse que ela não durava até as 16:00 horas, daquele dia. Mandei falar com a Lola e ela mandou falar para confiar no Sagrado Coração de Jesus e pegar com Nossa Senhora Aparecida; tinha um ano, ganhei água benta e azeite, coloquei na boca dela, aí a menina abriu os olhos, era magrinha, entreguei ao Sagrado Coração de Jesus e Nossa Senhora Aparecida, ela reagiu, hoje está casada, curada. Alcancei muitas graças da Lola. Quando caiu era menina. Minha irmã, não acreditava que ela ficava sem colchão, então ela foi visitá-la e Lola pediu a ela para cobrir seus pés, então minha irmã viu que na cama dela, não tinha colchão. Padre Antônio disse ao Padre Galo, quando este foi conversar sobre Lola, porque as pessoas ganhavam, disse o seguinte: “Ela é mais importante que eu, ela não alimenta, e eu alimento. Lola é uma rosa que saiu em Rio Pomba, para livrar Rio Pomba de muitas coisas.” Então sugeriu colocar vigias para ver se Lola comia. Na época duas dormiam e duas ficavam acordadas, observando, durante 4 semanas. Sumiu uma aliança de ouro, contaram a Lola e ela mandou Maria Rosa procurar dentro do oratório e lá estava. A Máquina de Retrato do V desapareceu e Lola disse: “está em cima do guarda-roupa da casa do vizinho, uma criança estava brincando com máquina e colocou lá em cima”. Em uma casa no terreno de Lola, morava uma mulher que teve uma criança, enterrou a dentro de um saco, ali mesmo no quintal. Então Lola pediu ao homem que desocupasse a casa, porque iria arrumar para ele e o empregado foi limpar e Lola mandou que ele tirasse a estaca do chiqueiro e lá estava a criança enterrada, o empregado foi mostrar a Lola e perguntou o que queria fazer. Lola respondeu, Poe em uma caixa e leva para o Sagrado, Sagrado era o cemitério.
Apucarana(PR), 23 de Janeiro de 2001.