A
Santa do Silêncio
No Perfil que tantas pessoas já fizeram de Floripes Dornelas
de Jesus, Lola de Rio Pomba, ainda não vi nenhuma referência
a ela como a Santa do Silêncio.
Foi
assim que a conheci.
No
início da década de cinqüenta, pelo carinho e pela
dedicação de uma senhora devotíssima do Coração
de Jesus, Dona Maria José de Carvalho Deotti, conheci a Sra Lola
em Rio Pomba.
Neste
Primeiro encontro estava presente o Pároco Local, de saudosa
memória, Padre Gladstone Batista Galo.
Ali,
diante da Lola, eu me lembrei de três frases que o meu reitor
de seminário, Dom José Eugênio Correa, escrevia
para os novatos:
1
– O Silêncio é uma escola de perfeição;
2 – Foi no silêncio que se formaram os grandes Santos;
3 – A Deus o silêncio é um Louvor.
Diante da Lola, naquele primeiro encontro eu falei mais do que ouvi.
Percebi, de imediato, uma pessoa mergulhada no mistério de Deus.
A presença da Santíssima Trindade na alma do justo era
visível, para mim, naquele momento, diante da Lola.
Estes
momentos se repetiram dezenas de vezes, uma vez que, ordenado sacerdote
em 1954, ia cada mês a Rio Pomba auxiliar no atendimento de confissões
das primeiras sextas feiras e administrava a Santa Comunhão para
Lola.
Em
muitas outras oportunidades lá estive, mais para contemplar do
que para ouvir, a Santa do Silêncio.
Foi
no silêncio que a Lola transmitia a pérola preciosa, a
graça santificante.
Transmitia
um imenso amor ao Coração Sacratíssimo de Jesus.
Nesta
alma silenciosa aprendiam todos os que dela aproximaram: Ver
e amar Jesus Cristo, em cada irmão, em cada irmã.
Guardo
no coração os momentos de silêncio, que vivi ao
lado de Lola, de modo especial, depois que recebia a Sagrada Comunhão.
Com
ela meditava uma palavra do Salmo: A ti, ó Deus,
o silêncio é um louvor.
Cumprimento
e agradeço ao meu grande amigo Márcio Deotti pela feliz
iniciativa de divulgar a vida e a mensagem de Lola.
Muitos
dizem: Lola, de Rio Pomba. Eu prefiro dizer: LOLA DO CORAÇÃO
DE JESUS.
Juiz
de Fora (MG), 7 de Setembro de 2007.